sexta-feira, 29 de julho de 2022

Hospitais paraenses alertam sobre a prevenção e diagnóstico precoce de doenças renais

 

Unidades regionais localizadas em Altamira, Marabá e Santarém atuam como referência para casos da doença no interior do Estado

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o Brasil possui mais de 140 mil pacientes renais, que realizam hemodiálise – terapia em que uma máquina faz o trabalho de limpeza e filtragem do sangue, quando o rim não funciona corretamente –, regularmente no país. A estimativa é que em 2.040, as doenças renais estejam entre as cinco maiores causas de morte no mundo.

Os rins desempenham várias funções no organismo, sendo a principal delas a filtragem de todo o sangue do corpo, eliminando impurezas. Se não tratadas, as alterações que afetam o órgão podem evoluir para um quadro crônico, que consiste na perda de maneira definitiva da função renal. 

Para ajudar na prevenção, especialistas dos Hospitais Regionais do Governo do Estado do Pará, localizados nas cidades de Altamira, Marabá e Santarém, que atuam como referência em nefrologia e são gerenciados pela Pró-Saúde, alertam sobre a importância do diagnóstico precoce e dão dicas de prevenção. 

De acordo com Eduardo Anjos, nefrologista do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, por ser uma doença silenciosa, a maioria das pessoas pode não apresentar sintomas graves até que a doença renal esteja avançada. Por isso, é importante estar atento a alguns sinais que o corpo transmite.

Os principais sintomas da doença renal são: pressão alta, inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, fraqueza constante, náuseas e vômitos frequentes, dor lombar e histórico de pedras nos rins. 

“Um ponto essencial é em relação à urina, então qualquer dificuldade, queimação ou dor, urinar muitas vezes, principalmente à noite, e aspecto sanguinolento ou com presença de espuma, são sinais de alerta”, destaca o especialista da unidade, que é referência para nove municípios da região do Xingu e realiza em média  1,6 mil sessões de hemodiálise por mês.

"A maneira mais eficaz para identificar precocemente as doenças renais, é por meio de exames de sangue e urina, como o de creatinina”, destaca Lourisvaldo Gonçalves, nefrologista que atua no Hospital Regional do Sudeste do Pará -Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, onde são realizadas mais de mil sessões de hemodiálise mensalmente. 

O especialista reforça que os indivíduos dos grupos de risco precisam ficar atentos e realizar regularmente exames periódicos para prevenir a doença. “As pessoas com mais riscos de desenvolver doenças renais crônicas são aquelas com diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, obesidade, antecedentes de problemas renais na família, histórico de cálculos renais e uso crônico de medicamentos, como anti-inflamatórios”, complementa Lourisvaldo. 

Prevenção

As principais ações de prevenção da doença renal crônica estão relacionadas à adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, controle do peso e uma alimentação equilibrada e saudável, evitando o consumo de alimentos ricos em sódio e açúcar, multiprocessados, embutidos, refrigerantes, molhos e temperos prontos. 

O médico nefrologista Emanuel Esposito, responsável técnico do Centro de Terapia Renal Substitutiva (CTRS), do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, alerta que “80% do sal que consumimos vem desses tipos de alimentos. Por isso a importância desse conhecimento na prevenção da hipertensão, doenças renais e doenças cardíacas, que podem causar a insuficiência renal. Prefira descascar mais e abrir menos”.

A unidade, que atende pacientes de municípios da região Oeste do Pará nos serviços de hemodiálise, diálise peritoneal e ambulatório de nefrologia, realiza desde 2016 transplantes de rins e acompanha atualmente 205 pacientes em hemodiálise e 25 em diálise peritoneal, realizando uma média mensal de 2.500 sessões por mês.

Confira algumas práticas recomendadas para prevenir a doença: 

Praticar exercícios físicos regulares;

Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;

Controle de peso corporal;

Controle da pressão arterial;

Controle do colesterol e da glicose;

Não fumar;

Não abusar de bebida alcoólica;

Evitar o uso de anti-inflamatórios não hormonais;

Ter cuidado com quadros de desidratação;

Realizar, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins: dosagem de creatinina no sangue e análise de urina;

Consultar regularmente seu clínico;

Não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica.

 

Regional da Transamazônica realiza atividade lúdica sobre higienização das mãos

 

Tema é essencial para reduzir contaminações e foi abordado com pacientes, acompanhantes e colaboradores

Os pacientes de hemodiálise que frequentam o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, sudoeste do Pará, participaram, nesta quinta-feira (28), de um momento de conscientização sobre a importância da higienização das mãos. 

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) recomenda que o hábito de lavar as mãos seja ensinado desde cedo, fazendo parte da educação infantil na escola e em casa.

De acordo com Rayanne Lopes, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do hospital, lavar as mãos reduz as chances de contaminação de doenças, promovendo a segurança de pacientes, profissionais de saúde e da população em geral.

Para educar e disseminar informações sobre a importância desta prática, a unidade desenvolveu o projeto “Multiplicador de Atitude”, que ensina profissionais, pacientes e acompanhantes a fazer uma higienização correta e com a técnica adequada para limpar todas as áreas das mãos.

“Nossas mãos são as principais vias de transmissão de germes e microrganismos e, assim, sua correta higienização pode evitar o desenvolvimento de enfermidades, como resfriados e a própria Covid-19”, explica a profissional.

Ações internas

No Hospital Regional Público da Transamazônica as ações acontecem de forma lúdica, com auxílio de um cartaz especificando as partes do processo correto de higienização. Além disso, os trabalhadores também são convidados a repetir a técnica correta para fixá-la e ensinar aos pacientes e acompanhantes.

Larissa Regina é técnica de Enfermagem atuante na hemodiálise da unidade, que pertence ao Governo do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde. Segundo ela, a prevenção começa dentro de casa e manter a população esclarecida e atualizada das medidas de prevenção é primordial para combater doenças e epidemias.

“É um ato tão simples e ao mesmo tempo tão seguro. No momento em que ainda estamos vivendo, é um cuidado essencial, pois a higienização inibe inúmeras doenças, além proteger a nós e quem amamos”, destaca Larissa.

O pequeno Ezequiel Oliveira, de apenas 13 anos, paciente da hemodiálise, ficou atento observando o tabuleiro que foi criado pela equipe para orientá-lo sobre como lavar as mãos. “Foi uma maneira legal e divertida de aprender. Agora sei lavar as mãos da maneira certa e vou poder ensinar meus amigos e minha família”, conta com alegria.

Higienização correta

As mãos devem ser higienizadas com água e sabonete nas seguintes situações:

• Quando estiverem visivelmente sujas;

• Ao iniciar e terminar o turno de trabalho dentro de uma unidade hospitalar;

• Antes e após ir ao banheiro;

• Antes e depois das refeições;

• Antes de preparar alimentos;

• Antes de preparar e manipular medicamentos.


Álcool gel

• Aplicar uma quantidade suficiente de preparação alcoólica em uma mão em forma de concha de modo que ela venha a cobrir toda a superfície das mãos;

• Friccionar as mãos entre si;

• Não se esquecer de espalhar o gel ou solução entre os dedos e sob as unhas;

• Esperar as mãos secarem.


quarta-feira, 27 de julho de 2022

Em três anos, Laboratório de Tecnologia Assistiva do Metropolitano já produziu mais de dois mil dispositivos

 




Desde 2019, o Labta, projeto reconhecido e premiado nacionalmente, auxilia na recuperação de pacientes que precisam de órteses

Em três anos de funcionamento, o projeto do Laboratório de Tecnologia Assistiva, conhecido como Labta, do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua e referência no tratamento de traumas de diversas complexidades, atingiu a marca de mais de dois mil dispositivos produzidos.

O projeto consiste na confecção de órteses e coxins, a partir de materiais de baixo custo, que auxiliam na mobilidade dos pacientes que sofreram acidentes, além de prevenir lesões, deformidades e promover funcionalidade no ambiente hospitalar.

Durante o período crítico da pandemia da Covid-19, a unidade produziu também máscaras faceshield, que foram utilizadas na unidade para proteger os profissionais na linha de frente do combate à doença.

“Dentro do Metropolitano, todas as equipes atuam para que os pacientes internados enfrentem seus diagnósticos da melhor maneira, sempre de forma humanizada. Esse projeto é motivo de orgulho para nós, pois auxilia na recuperação dos pacientes a partir do uso consciente dos recursos”, destaca a diretora Assistencial do HMUE, Josieli Ledi.

Dada a relevância do Laboratório no processo de inovação à frente da saúde pública no Estado, no mesmo ano da inauguração, o Ministério da Saúde concedeu ao Labta o Prêmio InovaSUS, na categoria Gestão Solidária.

Cuidado individualizado

Entender as necessidades específicas de cada paciente é o norteador do trabalho desenvolvido pela equipe de Terapia Ocupacional (TO) do Hospital Metropolitano, que integra o projeto do Labta.

Entre os milhares de casos, alguns emocionam a equipe, como um paciente que, após perder os movimentos dos dedos em consequência de uma grave lesão, conseguiu recuperar a autonomia das mãos graças a técnica desenvolvida pelos profissionais que atuam no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade.

O maior desejo do jovem, que atuava na igreja como músico, era retomar suas atividades musicais, mas, para isso, reaprender a movimentar os membros era fundamental. Pensando em devolver essa autonomia para o paciente, a equipe de TO desenvolveu uma palheta especial, que ficava presa às mãos, permitindo que ele tocasse, de forma adaptada, seu violão.

“Através da análise do que agiria positivamente para o paciente, pensamos em estratégias para favorecer esse desempenho. Ele tinha incapacidade no movimento dos dedos, por isso foi pensado o uso da palheta de modo adaptado, para substituir o dedilhado e a função de pinça entre o polegar e o indicador”, lembra Manuella Matos, terapeuta Ocupacional do Metropolitano.

“O resultado foi imediato. Além de melhorar fisicamente, com certeza, houve resultado positivo na autoestima desse paciente. Hoje ele provavelmente já voltou a desenvolver o que mais gostava em plenitude”, destaca a profissional.

Referência no tratamento de média e alta complexidades no Norte, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, unidade do Governo do Estado gerenciada pela Pró-Saúde, dispõe de 198 leitos nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica exclusiva para pacientes vítimas de queimaduras, além de leitos de UTI.

O HMUE recebe pacientes da Região Metropolitana de Belém, de diferentes municípios do Pará e de outros Estados. Só em 2021, realizou mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

ROMU prende trio acusado de furto e receptação em Parauapebas

 

Na última terça-feira, 26 , três homens  identificados como Marcelo Campos Reis, Elinaldo Souza da Silva e Pablo Lubieres Coelho Alves, foram presos pela Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) da Guarda Municipal de Parauapebas, sudeste paraense, acusados de furto e receptação.

Um dos criminosos, Marcelo, arrombou um escritório de advocacia e furtou objetos. Ele aparece nas imagens das câmeras de segurança da área deixando o local.

Segundo a Guarda Municipal, os agentes da ROMU foram acionados através do  Centro de Controle e Operações (CCO), onde obtiveram imagens  do furto no escritório e foram  informados que o acusado havia sido visto nas proximidades.

Os agentes iniciaram as buscas e  encontraram o acusado, que confessou o crime e disse que tinha furtado do escritório três celulares e duas garrafas de vinho. Segundo ele, repassou os celulares para Pablo e Elinaldo, para que revendessem os aparelhos.

Parque de diversão é autuado por funcionar sem licença em Mosqueiro

 

 Prefeitura de Belém, por meio da Agência Distrital de Mosqueiro (Admos), informa que já notificou o empresário Marlos Pimentel da Silva, responsável pelo Parque de Diversão São Jorge, instalado em Mosqueiro, a apresentar as licenças técnicas de funcionamento do empreendimento. 

A medida, segundo a agente distrital Vanessa Egla, tem validade de três dias, a contar da última terça-feira, 26, e foi tomada após denúncias de que o parque estaria operando sem as licenças técnicas devidas. 

O Corpo de Bombeiros Militar do Pará (Grupamento de Mosqueiro), ainda segundo a agente distrital, também está ciente do caso e tem atribuição, caso julgue necessário, para fazer o embargo do parque de diversões.

A Agência Distrital, por meio do Departamento de Fiscalização e Ordenamento (DFO/Admos), está colaborando com o Promotor de Justiça Alan Jhonnes, da Promotoria de Justiça de Mosqueiro, para solução do caso dentro da lei e com total transparência.

Atuação do voluntariado no ambiente hospitalar ameniza sofrimento e fortalece a esperança

 

No Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, cerca de 30 pessoas realizam atividades solidárias que proporcionam bem-estar aos pacientes

Reconhecer a importância da solidariedade de pessoas que doam parte de seu tempo e afeto para oferecer bem-estar ao próximo é o objetivo do Programa de Voluntariado, realizado no Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), no município de Altamira, Oeste do Pará. 

A atuação do voluntário é importante para quem precisa enfrentar longos períodos de internação para tratamento de saúde, amenizando o sofrimento causado pela ruptura da rotina e distância da família.

Atualmente, o projeto o HRPT conta com cerca de 30 pessoas no Programa de Voluntariado. A iniciativa, criada em 2016, normatiza a atividade solidária e engloba diversas ações, como cursos e oficinas, interações musicais, assistência religiosa, realização de eventos e contação de histórias.

De acordo com Paulo Felisberto, multiplicador da Pastoral da Saúde do Hospital Regional de Altamira, as ações realizadas pelos voluntários têm como objetivo levar esperança e fortalecer pacientes, acompanhantes e colaboradores. 

Ainda segundo o profissional, os pedidos que os pacientes mais fazem são de momentos de oração. Na unidade já foram realizados batizados e até mesmo uma casamento. 

“A oração é uma forte aliada, principalmente em ocasiões complicadas e aflitivas. Para isso, estamos sempre aqui de forma humanizada, atendendo aos pedidos dos nossos pacientes. Seja para dar uma palavra de conforto, um abraço ou para fazê-los sorrir”, afirma o profissional.

Para o paciente Paulo Souza, de 69 anos, internado na unidade para se recuperar de uma fratura, o momento de acolhimento é especial para trazer o sentimento de esperança e restauração da fé. “Agradeço a vocês pelas palavras, é muito importante receber esse tipo conforto espiritual”, declara o paciente, que foi presenteado com uma bíblia. 

Voluntariado no gramado

Devido à pandemia da Covid-19, o Programa de Voluntariado precisou ser adaptado. As ações, que antes ocorriam nas unidades de internação, com visitas beira leito, precisaram ser transferidas para a área externa do hospital.

Assim surgiu o projeto “Voluntariado no Gramado”. Remanejando as ações internas para um ambiente ao ar livre, a unidade garantiu a segurança de pacientes, acompanhantes e colaboradores, mantendo a atuação dos voluntários. Ações como musicoterapia e celebrações religiosas (missas e terços) acontecem regularmente no jardim no hospital.

Seja um Voluntário

As ações de voluntários no ambiente hospitalar de unidades gerenciadas pela Pró-Saúde seguem o Manual do Voluntariado da instituição. Quem tiver interesse em se tornar um voluntário, basta preencher o cadastro no site: www.prosaude.org.br/programa-de-voluntariado/

Antes de iniciar as atividades no Hospital Regional Público da Transamazônica, os selecionados participam de um treinamento. Este passo é imprescindível para o entendimento do que é ser voluntário, como exercer essa função e as normas internas da unidade. 

No Regional, os voluntários atuam em diversas ações humanizadas, como o acolhimento de usuários, apoio à brinquedoteca, contação de histórias, interação musical, oficinas, palhaçaria, cuidados com a higiene e beleza, entre outros.

Pará tem redução de 40% nas mortes violentas, aponta pesquisa

 

Dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam uma redução da violência e da criminalidade no território paraense, além de uma redução de 40% em mortes violentas. Cerca de 5 mil vidas foram preservadas nos últimos três anos, segundo a pesquisa. Os dados foram apresentados na segunda-feira, 25.

O anuário analisou números entre 2018 a 2021, a quantidade de registros de Mortes Violentas Intencionais (MVI), que reúne casos de homicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, tiveram redução de 40,8% na comparação entre os períodos.

No Pará, as maiores reduções em 2021, comparadas a 2018, foram nas quantidades de latrocínios, uma redução de 48,6%, seguida de homicídios dolosos com menos 44,3%. Outro indicador, relacionado à preservação da vida humana, que apresenta redução significativa em 2021, quando comparado a 2018, foi o indicador de quantidade de policiais mortos em confronto – em serviço e fora de serviço – cuja queda foi de -61,1%, na prática, aproximadamente, 65 policiais tiveram suas vidas preservadas no período.

Em 2021, dentre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, o Pará ocupa a 8ª posição no ranking das mortes violentas intencionais (MVI). Por outro lado, no primeiro trimestre de 2022, o Pará alcançou redução de 10% na quantidade de registros de crimes violentos letais intencionais, o que fez o estado cair para a 14ª posição no ranking nacional das mortes violentas intencionais (MVI).

Houve redução também nos crimes contra mulheres em 2021, em relação a 2018. A taxa dos feminicídios teve redução de 6,1% e os homicídios femininos 45,3%, isso significa que em 2021, houve, praticamente, redução pela metade na quantidade de mulheres mortas no Estado do Pará, em relação a 2018.

Por outro lado, as ocorrências de lesão corporal dolosa no contexto da violência doméstica e estupro tiveram aumento de 34,5% e 3,5%, respectivamente, em 2021, quando comparados com 2018. Provavelmente, com as medidas de isolamento social impostas em razão do problema mundial de saúde da Covid-19, muitas dessas vítimas de lesão corporal dolosa e estupro foram obrigadas a permanecer mais tempo em casa junto a (os) seu (s) agressor (es).

No Estado do Pará, o roubo e furto de veículo teve redução significativa de 57,3% em 2021, em relação a 2018, passando de 552,2 veículos roubados ou furtados a cada 100 mil em 2018 para 235,7 veículos a cada 100 mil em 2021.

Armas de fogo apreendidas tiveram redução significativa de 32,4% em 2021, em relação a 2018. Em 2021 o Pará contava com 35.483 armas com registros ativos, um aumento de 79,1% em 2021 em relação ao número de 2019.

A pesquisa revela que o Pará precisa continuar investindo nos programas que desenvolvem políticas públicas nos locais apontados como os mais violentos, além de ampliar os investimentos na valorização e qualificação dos diversos profissionais dos órgãos que compõem o Sistema de Segurança Pública Paraense.