terça-feira, 5 de julho de 2022

Depressão pós-parto: saiba o que é e como identificar

  Estudos apontam que quase 40% das puérperas tiveram depressão pós-parto na pandemia

 

Estudo conduzido em dois serviços de saúde da Universidade de São Paulo (USP), em 2020, revelou que 38,8% das mulheres que deram à luz nos hospitais públicos da capital paulista apresentaram sintomas de depressão pós-parto. O percentual corresponde a quase o dobro da taxa de estudos nacionais anteriores ao período de pandemia.

 

A depressão pós-parto é uma doença que se inicia algumas semanas após o nascimento da criança, podendo se estender sem limitação de tempo. Resumidamente, a mulher fica sem forças e energia para seguir sua rotina. A doença não possui causa única, mas pode ser explicada pela fase de puerpério – período após o nascimento do bebê, marcado por alterações físicas, hormonais e emocionais

 

“No decorrer da gestação, a mulher é submetida a altas doses de hormônios que afetam sua locomoção, raciocínio e memória. Após o parto, durante o puerpério, essa quantidade de hormônios cai rapidamente, o que pode desencadear transtornos pós-parto, como a depressão”, explica Yara Leite, gerente de Enfermagem do Hospital Bom Pastor, unidade própria da Pró-Saúde que atua como referência em Obstetrícia e Pediatria na região de Guajará-Mirim (RO).

 

Além da deficiência hormonal, a falta de uma rede de apoio e a sobrecarga materna, associadas ao medo de contágio pelo coronavírus e a necessidade de isolamento social – em decorrência da pandemia da covid-19 –, se destacam como motivos para a crescente taxa de depressão pós-parto no país.

 

A rede de apoio é um grupo composto por todas as figuras que os pais e, principalmente, a mãe, podem contar para cuidados com o bebê, suporte emocional e escuta. Culturalmente, os avós fazem parte da rede de apoio e, sendo esse o grupo de risco para a covid-19, sua ausência acabou por agravar o estresse constante e consequente quadro de depressão sofrido pelas mães.

 

Daniela Dias, psicóloga do Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB), unidade referência em atendimento à gravidez de alto risco no interior paraense, analisa a relação entre a pandemia e a taxa apresentada. 

 

“No contexto da pandemia que enfrentamos, o medo do vírus se tornou um fator de risco para o desenvolvimento de estresse pós-traumático, que aliado à necessidade de isolamento em um momento muito marcante da vida, deixaram muitas mulheres sem amparo para seus pensamentos e angústias”, explicou a especialista.

 

Em 2020, Jéssica Mendes se tornou mãe pela primeira vez, no Materno-Infantil de Barcarena. Com o nascimento prematuro da filha em meio à pandemia, a jovem, de apenas 26 anos, precisou de auxílio para lidar com os novos sentimentos que surgiram.

 

“Com a gravidez e parto vêm mais nervosismo, ansiedade, insegurança e medo. Ser mãe antes da previsão de parto, em meio a uma pandemia, foi muito pra mim. Foi meu primeiro bebê e tive dificuldade em lidar com sentimentos. Você nunca se sente preparada para isso”, relatou à época. 

 

Prevenção à depressão pós-parto

 

O diagnóstico precoce é a principal forma de se prevenir contra a depressão pós-parto. Por isso, é fundamental que os médicos estejam preparados e tenham condutas atualizadas e as mulheres pacientes possam identificar os sinais de alerta, para buscar ajuda profissional. Daniela explicou a lógica que envolve a depressão pós-parto e aponta os principais sintomas da doença.

 

“A tristeza não está relacionada só com o nascimento da criança, ela permeia todas as atividades que antes eram prazerosas para a mulher, desde assistir sua série favorita, a ir ao trabalho. Nesse caso, os sintomas mais comuns são sonolência, falta de energia, alterações no apetite e ansiedade, como crises de pânico e cuidado excessivo com o bebê”, destacou a psicóloga.

 

Amamentação é grande aliada

 

Além da prevenção, existem outras medidas de proteção como, por exemplo, a amamentação. Especialistas apontam que amamentar é fundamental nesse papel, porque além de fortalecer a conexão com o bebê, a prática beneficia a saúde mental da mãe devido à liberação de ocitocina, conhecido como “hormônio do amor”, que provoca sensação de bem-estar e relaxamento.

 

“Essa carga hormonal ajuda a mulher a se sentir mais feliz e auxilia na recuperação da depressão pós-parto. Entretanto, o processo de amamentação também demanda uma rede de apoio que a ampare e, consequentemente, ajudando na recuperação da doença”, ressaltou Yara.

 

Além da promoção do aleitamento materno, há outras dicas para ajudar na prevenção e proteção contra a depressão pós-parto:

 

·        Construir e acionar uma rede de apoio;

·        Ficar atenta às emoções;

·        Identificar casos de depressão pós-parto na família;

·        Realizar atividades físicas;

·        Manter a qualidade do sono e períodos de descanso;

·        Participar de grupos de mães;

·        Buscar por ajuda especializada.

 

Vale ressaltar que em casos mais graves de depressão, a mulher corre inúmeros riscos. Por isso, é sempre recomendado entrar em contato com profissionais da saúde, como médicos obstetras e psicólogos, que ajudarão na identificação da doença, e psiquiatras, responsáveis pelo tratamento da doença por meio de psicoterapia e medicamentos compatíveis com a amamentação.

Casa de jogos é interditada dentro de shopping em Belém

  


A Polícia Civil fechou uma casa de jogos ilegal dentro de um shopping, no bairro Batista Campos, em Belém.

Segundo a PC, a casa foi inaugurada sem alvará que autoriza o funcionamento emitido pela Diretoria de Polícia Administrativa (DPA).

Além disso, peritos da Polícia Científica do Pará (PCP), que participaram da diligência, constataram irregularidades nos sistemas operacionais utilizados em computadores do local. Dispositivos de dados (disco rígido) foram apreendidos e serão periciados na sede do Núcleo de Fonética Florense e Estação de Dados da PCP.

Paciente quebra porta e xinga fucionários do Hospital de Marabá

 

Um paciente identificado como Cristiano Eduardo Campos ficou revoltado com o atendimento do Hospital Municipal de Marabá (HMM), xingou funcionários e quebrou uma porta da instituição na madrugada de sábado, 2. A Polícia Militar precisou intervir, e o homem, que aparentava estar embriagado, foi apresentado na Seccional Urbana de Polícia Civil.

A Polícia Militar foi acionada através do Núcleo Integrado de Operações (NIOP), por volta de 2h30 para atender à ocorrência de dano qualificado contra patrimônio no HMM. No local, a guarnição encontrou Cristiano Eduardo, já calmo e sentado, após a confusão que aprontou.

Segundo relatos de uma funcionária do hospital, o acusado chegou bastante agressivo e alcoolizado, e enquanto recebia soro na veia, surtou. Ele teria puxado a agulha do próprio braço, fazendo respingar bastante sangue no chão da unidade de saúde e, em seguida, xingou funcionários e chutou uma porta, danificando-a.

Na delegacia, Cristiano Eduardo confessou os atos e justificou dizendo que se irritou porque foi mal atendido.

Suspeita de matar grávida a facadas em Parauapebas vai à delegacia depor e é liberada

 

Suspeita de matara uma jovem de 21 anos, grávida, no município de Parauapebas, sudeste paraense, Delzila de Souza, 37 anos, se apresentou à Delegacia de Polícia Civil do município, para depor sobre o ocorrido, mas, foi liberada para voltara pra casa, jpa que não havia um mandado de prisão contra ela.

O crime aconteceu na última sexta-feira, 1º, Jaine dos Santos Marques, de 21 anos, que estava grávida de quatro meses, tentou apartar uma briga entre uma amiga a Delzila, mas acabou sendo morta no local.

Após ocrime a suspeita fugiu do local e não havia sido localizada pela polícia até então. A suspeita estaria esperando terminar o prazo do flagrante poder se apresentar neste final de semana. Delzila é esposa do segurança do depósito, conhecido por “Maradona”, onde aconteceu o assassinato.

Segundo informações, no dia doc rime, a suspeita estaria alterada e havia iniciado uma confusão com a amiga da vítima, com uma faca. Na briga, ela acabou acertando Jaine. A grávida morreu enquanto aguardava a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Policiais apreenderam o celular da suspeita para ser periciado na busca de informações que possam ajudar a solucionar o crime. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas pela polícia o que teria ajudado na identificação da suspeita.

O marido de Delzila entregou à polícia a faca que teria sido usada no crime. De acordo com a polícia, testemunhas contaram que ele teria passado a faca para a companheira na hora da briga.

Vice-prefeita suspeita de tentar matar marido é ouvida pela Polícia no Pará

 

Na tarde desta segunda-feira, 4, a vice-prefeita do município de São Francisco do Pará, nordeste paraense, Jéssica Evelym Mota, foi ouvida pela Polícia Civil.

O depoimento aconteceu por volta de 14h na delegacia do município do Pará. Jéssica é suspeita de tentar matar a tiros o ex-marido e empresário, Roberto Douglas Mota. O caso aconteceu na última terça-feira, 28.

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Hospital Metropolitano fortalece práticas de cuidados individualizados

 Na unidade, os profissionais são treinados antes de serem inseridos à prática assistencial, com o objetivo de aumentar a segurança do paciente 



Para minimizar qualquer tipo de risco à trajetória dos pacientes do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, os profissionais assistenciais participam, antes de iniciarem suas atividades funcionais, de um treinamento sobre as boas práticas e condutas a serem seguidas para o bem-estar dos pacientes internados.

Entre essas ações necessárias, que contemplam os protocolos de governança clínica da unidade, o Plano Terapêutico individualizado, ferramenta multiprofissional que tem função de comunicação entre profissionais e pacientes na administração de evolução dos internados, é posto em prática desde a admissão do doente. 

De acordo com a médica da qualidade do Hospital Metropolitano, Nelma de Jesus, o  plano visa aumentar a segurança para o paciente, treinar a equipe assistencial para analisar as metas de cada caso, além de fortalecer a comunicação entre eles.

“É a realização de um traçado ideal para o tratamento de cada paciente que precisa do atendimento oferecido no Hospital Metropolitano, que sempre é pautado na segurança do paciente. Para fortalecer esse aspecto e treinar os funcionários desde o primeiro momento com o trabalho, a integração ao Plano Terapêutico foi criada e vem sendo executada na unidade”, explica Nelma.

Dentro do Hospital Metropolitano, unidade que pertence ao Governo do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde, os processos de segurança do paciente são monitorados pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), setor responsável por fiscalizar as normas e padrões exigidos. O hospital é referência no tratamento a vítimas de traumas de diversas complexidades.

A médica explica que as práticas devem ser revisitadas toda vez que ocorre alguma alteração no quadro clínico do paciente ou quando não se consegue cumprir alguma meta preestabelecida pela equipe. 

Aperfeiçoamento - Os treinamentos são direcionados a todos os profissionais que atuam na equipe assistencial, seja em clínica médica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pediatria ou Unidade de Tratamento de Queimados (CTQ). 

“O fortalecimento do Plano Terapêutico dentro do Hospital Metropolitano é uma prática constante. Sabemos que não depende de um ou outro profissional, mas de toda a equipe assistencial, em todos os turnos”, explica a gerente de qualidade do HMUE, Viviane Lesses.

Cuidados - Referência no atendimento a vítimas de múltiplos traumas no Norte do Brasil, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência conta com a certificação ONA 2 Acreditado Pleno, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta que a unidade atende aos padrões internacionais de qualidade e segurança assistencial dedicados aos pacientes.

Na unidade, diversas atividades que visam o bem-estar dos pacientes são desenvolvidas, entre elas o Projeto Alta Humanizada, o Aniversário no Leito e o Ressignificar.


Hospital Metropolitano fortalece práticas de cuidados individualizados

  Na unidade, os profissionais são treinados antes de serem inseridos à prática assistencial, com o objetivo de aumentar a segurança do paciente 



Para minimizar qualquer tipo de risco à trajetória dos pacientes do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, os profissionais assistenciais participam, antes de iniciarem suas atividades funcionais, de um treinamento sobre as boas práticas e condutas a serem seguidas para o bem-estar dos pacientes internados.

Entre essas ações necessárias, que contemplam os protocolos de governança clínica da unidade, o Plano Terapêutico individualizado, ferramenta multiprofissional que tem função de comunicação entre profissionais e pacientes na administração de evolução dos internados, é posto em prática desde a admissão do doente. 

De acordo com a médica da qualidade do Hospital Metropolitano, Nelma de Jesus, o  plano visa aumentar a segurança para o paciente, treinar a equipe assistencial para analisar as metas de cada caso, além de fortalecer a comunicação entre eles.

“É a realização de um traçado ideal para o tratamento de cada paciente que precisa do atendimento oferecido no Hospital Metropolitano, que sempre é pautado na segurança do paciente. Para fortalecer esse aspecto e treinar os funcionários desde o primeiro momento com o trabalho, a integração ao Plano Terapêutico foi criada e vem sendo executada na unidade”, explica Nelma.

Dentro do Hospital Metropolitano, unidade que pertence ao Governo do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde, os processos de segurança do paciente são monitorados pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), setor responsável por fiscalizar as normas e padrões exigidos. O hospital é referência no tratamento a vítimas de traumas de diversas complexidades.

A médica explica que as práticas devem ser revisitadas toda vez que ocorre alguma alteração no quadro clínico do paciente ou quando não se consegue cumprir alguma meta preestabelecida pela equipe. 

Aperfeiçoamento - Os treinamentos são direcionados a todos os profissionais que atuam na equipe assistencial, seja em clínica médica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pediatria ou Unidade de Tratamento de Queimados (CTQ). 

“O fortalecimento do Plano Terapêutico dentro do Hospital Metropolitano é uma prática constante. Sabemos que não depende de um ou outro profissional, mas de toda a equipe assistencial, em todos os turnos”, explica a gerente de qualidade do HMUE, Viviane Lesses.

Cuidados - Referência no atendimento a vítimas de múltiplos traumas no Norte do Brasil, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência conta com a certificação ONA 2 Acreditado Pleno, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta que a unidade atende aos padrões internacionais de qualidade e segurança assistencial dedicados aos pacientes.

Na unidade, diversas atividades que visam o bem-estar dos pacientes são desenvolvidas, entre elas o Projeto Alta Humanizada, o Aniversário no Leito e o Ressignificar.