segunda-feira, 13 de junho de 2022

Hospital Regional da Transamazônica celebra mês do meio ambiente com “Sexta da Bike"

  

Programação, que estimulou os colaboradores a substituir o carro pela bicicleta, também contou com café da manhã especial e entrega de mudas de plantas

O Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, unidade que pertence ao Governo do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde, realizou nesta sexta-feira (10), uma programação alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

A “Sexta da Bike” faz parte da programação desenvolvida pelo setor de Sustentabilidade, com o apoio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), que convidou os funcionários da unidade a deixarem seus veículos em casa e irem trabalhar de bicicleta.

Nesta manhã, 25 profissionais das áreas assistencial, de apoio e administrativo foram recepcionados no bicicletário do hospital com orientações, café da manhã especial e entrega de mudas de plantas cultivadas e retiradas do próprio jardim da instituição, como boldo e manjericão.

De acordo com Geiza Raposo, supervisora de Sustentabilidade, as ações têm como objetivo incentivar hábitos saudáveis, mudança de comportamento, redução dos impactos e preservação do meio ambiente.

Para conscientizá-los, são desenvolvidos diversos projetos. "Um exemplo é a utilização das canecas sustentáveis, feitas com o reaproveitamento da fibra de coco, proposta do projeto “Dê Asas”, que incentiva colaboradores a pensarem em melhorias para a unidade", destaca a supervisora. 

Para o aprendiz administrativo Kalel Rodrigues, trabalhar em uma instituição que consegue integrar saúde e sustentabilidade é muito importante. “Foi muito legal participar da ação. É bom saber que quando pedalamos estamos fazendo bem a nós mesmos e ao meio ambiente”, afirma.

Descartáveis e plástico

De 2020 a 2021, mais de 190 mil unidades de copos descartáveis de 50ml e 200ml deixaram de ser consumidos no hospital. 

Outro item que apresentou redução no consumo foram as habituais bobinas de plástico utilizadas nas farmácias do hospital para distribuir os remédios de cada paciente, sendo substituídas por uma opção mais sustentável e prática: bolsas retornáveis feitas com material emborrachado e em medidas adequadas para a necessidade hospitalar.

De janeiro a junho deste ano, o HRPT utilizou 411 rolos de bobina, uma redução de 47% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a unidade utilizou 778 rolos. 

Com a ação, o hospital deixou de descartar aproximadamente 180kg de plásticos por mês.

Segundo Rayanne Lopes, coordenadora do Serviço de Controle e Infecção Hospitalar (SCIH), as bolsas passam por um rigoroso processo de higienização para serem novamente disponibilizadas para uso na farmácia. 

"Depois de serem utilizadas, as bolsas são enviadas para a lavanderia, onde é feita a limpeza e desinfecção. Somente após todo esse processo elas são liberadas para uso novamente", explica.

De acordo com Geiza, as iniciativas são eficazes, já que todos reconhecerem a importância do meio ambiente. “Buscamos realizar esses projetos para que tenhamos uma melhor qualidade de vida, não só para os nossos colaboradores, mas também para a comunidade em geral, sempre com o intuito de cuidar e preservar”, enfatiza. 

Projetos sustentáveis

No ano passado, o Hospital Regional Público da Transamazônica recebeu menções honrosas no Seminário Hospitais Saudáveis 2021, pelos projetos sustentáveis desenvolvidos na unidade. O evento é nacional e tem como objetivo abordar os diversos temas relacionados às questões ambientais nos estabelecimentos de saúde do país.

O Regional da Transamazônica também é reconhecido nacionalmente entre os melhores hospitais públicos do Brasil e possui a certificação ONA 3 Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), reconhecimento que atesta a qualidade dos serviços prestados à população no interior do Pará.

Casais recebem a bênção especial de Santo Antônio em Belém

 

Ontem, no dia dedicado aos namorados, os casais que compareceram às celebrações da Paróquia de Santo Antônio de Lisboa, na Praça Batista Campos, puderam receber a bênção especial dedicada aos apaixonados. Ao final da missa, o celebrante também realizou a bênção dos pães, que foram distribuídos aos fiéis.

Completando 60 anos de união, os aposentados Elvira de Souza Cruz Vale, 77 anos, e Eduardo José Fernando Vale, 83 anos, fizeram questão de se dirigir, mais uma vez, ao altar da igreja para receber a bênção dos namorados. Essa é uma tradição repetida pelo casal já há bastante tempo. “Todo ano a gente vem e é sempre uma bênção, realmente”, considera Elvira. “Com certeza a fé que nós temos ajudou a gente se manter unido todos esses anos”.

Antes de serem distribuídos para os fiéis que acompanharam a missa, os pães também receberam uma bênção especial. A tradição, que faz alusão à própria história de Santo Antônio e de sua comoção pela situação de pobreza e fome do povo, é repetida sempre no período de comemorações ao santo que é o padroeiro dos pobres e também do matrimônio.

PROCISSÃO

Nesta segunda-feira (13), dia de Santo Antônio, haverá missa às 6h30,12h, 17h e 19h na Paróquia de Santo Antônio de Lisboa, na Praça Batista Campos. Após a missa das 17h haverá a saída da procissão com a Imagem de Santo Antônio, partindo da Capela (rua dos Tamoios para Igreja matriz, na rua Fernando Guilhon). A programação será transmitida pelas redes sociais.

Chris Evans comenta boatos de affair com Shakira, após separação da cantora

  


O ator Chris Evans falou em entrevista para a Univision, sobre os rumores de que estaria vivendo um possível affair com a cantora colombiana Shakira, após ela ter anunciado recentemente, sua separação do jogador Gerard Piqué após 12 anos de casamento. Os rumores surgiram após ambos se seguirem nas redes sociais.

Evans disse que nunca conheceu a cantora colombiana pessoalmente, porém é um grande fã do trabalho dela. Ele também respondeu se toparia participar de um clipe de Shakira: “Eu ficaria muito envergonhado ao lado dela. Ela é muito boa”.


O relacionamento de Shakira, de 45 anos, e Piqué, de 35, começou em 2011. Juntos, eles tiveram dois filhos, Milan e Sasha, nascidos em 2013 e 2015.

“Lamentamos confirmar que estamos nos separando. Pelo bem-estar de nossos filhos, que são nossa maior prioridade, pedimos respeito à privacidade. Gratos pela compreensão”, disse o curto texto assinado por Shakira e Piqué e divulgado pela agência da cantora para anunciar o término.

Reino Unido confirma 104 novos casos de varíola dos macacos

  

Nesta segunda-feira, 13, a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) anunciou que o país registrou mais 104 casos de varíola dos macacos no país. Com esses novos números, o país chega em 470 casos confirmados da doença. No total, 452 deles estão na Inglaterra, 12 na Escócia, 2 na Irlanda do Norte e 4 no País de Gales.

Desde o início de maio, autoridades de saúde monitoram o crescimento do número de casos da doença. Ela é endêmica em países da áfrica, mas não é comum em outras partes do mundo. Além do Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Portugal e o Brasil também têm casos confirmados.

Vale lembrar que na noite deste domingo, 12, o Ministério da Saúde registrou o terceiro caso da doença no país.


quinta-feira, 9 de junho de 2022

No Hospital Metropolitano, medidas sustentáveis marcam o mês do Meio Ambiente

Foto: DivulgaçãoNo mês de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, e para dar ênfase à importante missão de preservar os recursos naturais e melhorar cada vez mais os fluxos sustentáveis, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua, vem desenvolvendo e implementando diversas ações que priorizam essas práticas.

A principal novidade, que vai impactar na saúde e bem-estar de funcionários, pacientes e acompanhantes, é a ampliação da horta orgânica, que triplicará de tamanho, passando de 42m² para 150m². “O projeto de ampliação surgiu naturalmente com a demanda de tornar o Hospital Metropolitano cada vez mais verde, com práticas e ações que estimulem isso. A nossa meta é que a horta seja entregue agora no segundo semestre”, comenta o gerente de Apoio do Metropolitano, Allisson Wilson.

Além disso, a unidade realiza periodicamente campanhas de arrecadação de garrafas pet, que servem para decoração e produção de brindes ou vasos, e conta com um ponto de arrecadação de óleo de cozinha usado, evitando que esse resíduo seja despejado de forma incorreta na natureza

Foto: DivulgaçãoO Hospital Metropolitano, que é gerenciado pela Pró-Saúde, realiza ainda a doação de mudas de plantas e árvores, por meio do Projeto Reviver, que somente no ano passado entregou mais de 500 doações.

“Essas são apenas algumas das ações pensadas e desenvolvidas durante o ano dentro da unidade. Nosso foco, além de educar, é incentivar que essas pessoas, tanto pacientes, quanto acompanhantes ou colaboradores, levem esses aprendizados para suas próprias casas e para a comunidade”, ressalta a analista de Sustentabilidade, Bruna Furtado.

Semana do Meio Ambiente

Foto: DivulgaçãoPara celebrar o Dia do Meio ambiente, comemorado no Brasil em junho, o Setor de Sustentabilidade do Hospital Metropolitano está realizando diversas atividades para chamar a atenção para a preservação, além de conscientizar colaboradores sobre a importância de práticas sustentáveis.

Com uma programação que conta com palestra e aplicação de Quiz de perguntas e respostas, funcionários de todos os turnos têm a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre a temática da sustentabilidade. “A ideia é que todos participem e engajem com esse tema, que é cada vez mais urgente”, diz Bruna.

Foto: DivulgaçãoAlém do Quiz, uma exposição com cartoons sobre prevenção do meio ambiente foi aberta e está exposta na entrada principal da unidade hospitalar, que pertencente ao Governo do Estado do Pará e atua como referência no tratamento de média e alta complexidades pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Rafaela Pacheco, jardineira do Hospital Metropolitano, participou das ações e destaca que “é sempre muito importante reforçar o que fazemos na prática. As ações desta Semana do Meio Ambiente vêm justamente para comprovar essa importância”.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Regional da Transamazônica promove campanha multivacinal para profissionais da saúde

 

 A unidade está realizando a imunização de todos os colaboradores do hospital, incluindo setores assistenciais, administrativos e de apoio

O Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, Sudoeste do Estado, está promovendo a campanha multivacinal para os colaboradores da unidade. As vacinas aplicadas são contra a Covid-19 e o vírus Varicella-Zoster (catapora).

A unidade do Governo do Pará, gerenciada pela Pró-Saúde, deu início à imunização nesta terça-feira (7/6) e ocorrerá novamente na próxima quinta-feira (9), das 9h às 16h.  O objetivo é imunizar todos os colaboradores do hospital, que atuam nos setores assistenciais, administrativos e de apoio. A aplicação das doses foi realizada por técnicas de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Altamira (Sesma) e do HRPT.

De acordo com a enfermeira epidemiologista do Regional da Transamazônica, Janete Briana, a imunização dos colaboradores só traz benefícios. “Quanto mais pessoas imunizadas, menos disseminação de doenças infecciosas. Então, é imprescindível a vacinação dos profissionais, já que estamos expostos diariamente, direta ou indiretamente, a diversos microrganismos”, explica.

As campanhas vacinais internas do HRPT ocorrem anualmente ou conforme a necessidade, como é o caso das vacinas contra a Covid-19 e a catapora. As ações são coordenadas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), Medicina Ocupacional e o Núcleo de Epidemiologia da unidade e conta com o apoio da Sesma, órgão que fornece as vacinas.

“Os profissionais estão buscando a imunização e isso é importante para nos deixar mais seguros e protegidos contra diversas doenças”, explica Débora Santos, enfermeira do Trabalho do HRPT.

Imunização contra a catapora

A catapora é um doença infecciosa, altamente transmissível, mas que pode ser combatida com a vacina Varicela. O contágio acontece por meio de contato com o líquido das bolhas que são formadas. Além disso, podem ser transmitidas também por contato direto com secreções respiratórias (tosse, espirro e saliva).

Os sintomas da catapora são: bolhas e manchas vermelhas em todo o corpo, dor de cabeça, febre, falta de apetite, cansaço e mal-estar.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Vítimas de queimadura contam com centro especializado no Hospital Metropolitano


Foto: Arquivo/Ag. ParáQueimadura é toda lesão do tecido orgânico resultante de um trauma causado por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos. Dependendo do grau da lesão, pode até levar a morte. Por isso, nesta segunda-feira (06), em que é celebrado o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) destaca o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Centro de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). 

Apesar de a finalidade da data, instituída pela Lei Nº 12.026/2009, ser divulgar as medidas preventivas necessárias à redução da incidência de acidentes envolvendo queimados, é importante que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) saibam que podem contar com um serviço de alta complexidade no HMUE, que é referência no Norte do Brasil para tratamento de queimados. 

Tipos de queimadura 

As queimaduras são classificadas de acordo com a sua profundidade e tamanho, sendo geralmente mensuradas pelo percentual da área corporal afetada.

A queimadura de 1º grau atinge a camada mais superficial da pele, é seca e não produz bolhas. Os sintomas são dor intensa e vermelhidão local. Geralmente melhoram no intervalo de três a seis dias, podendo descamar e não deixam sequelas. 

A queimadura de 2º grau atinge diferentes profundidades da derme. Provoca vermelhidão, dor mais intensa e forma bolhas. Leva até 21 dias para cicatrizar e pode deixar marcas mais significantes.

Já a queimadura de 3º grau atinge tecidos subcutâneos, podendo inclusive atingir músculos e estruturas ósseas. São lesões esbranquiçadas ou acinzentadas, secas, indolores e deformantes, que não curam sem apoio cirúrgico.

Em 2021, o HMUE atendeu 529 pessoas vítimas de queimaduras, com 11 óbitos. Em termos comparativos, de janeiro a maio de 2022, o HMUE atendeu 227 pacientes vítimas de queimadura, com 12 óbitos, enquanto, no mesmo período de 2021, foram 207 atendimentos e 06 óbitos.

De acordo com dados do HMUE, a maior causa de queimaduras entre os jovens adultos é por descarga elétrica, e entre as crianças, por líquido escaldante. 

O Centro de Queimados conta, atualmente, com 20 leitos, sendo 12 de enfermaria adultos, seis pediátricos e dois leitos de UTI para adultos e com uma ampla equipe multiprofissional.

Segundo o médico clínico e intensivista do HMUE, Sandro Oliveira, a atenção especializada é definida conforme o tipo de queimadura, a sua profundidade e extensão, localização e tipo de paciente e explicou cada um desses aspectos: 

"Quanto ao tipo de paciente, precisam de atenção, principalmente, crianças muito pequenas, pessoas muito idosas, e pacientes com comorbidades descompensadas (diabetes, insuficiência cardíaca, insuficiência renal)", avaliou.

Quanto ao tipo, toda queimadura química, elétrica e de vias aéreas por inalação de fumaça quente deve ser avaliada. Já em relação à profundidade devem ser avaliadas aquelas a partir de segundo grau e todas as lesões de terceiro grau. E quanto à extensão e localização, precisam ser avaliadas as queimaduras de segundo grau (bolha) que atinjam mais que 10% de superfície corpórea (todo um braço, metade de uma perna ou lesões envolvendo tórax/abdômen/dorso) e que não comprometam zonas nobres. E também as que atinjam face, mãos, pés, região de genitália e grandes articulações como ombros, cotovelos, quadril e joelhos.

Tratamento

Sandro Oliveira esclareceu que, durante o processo de internação, o paciente poderá receber hidratação venosa, antibióticos, medicamentos para dor, suporte de vida, curativos, suplementos alimentares, exercícios, uso de órteses e realização de cirurgias. “No HMUE, também temos utilizado com bons resultados curativos especiais à vácuo para acelerar o processo cicatricial; gameterapia para tornar a reabilitação mais lúdica e rodas de conversas, aproximando equipe, pacientes e seus familiares”, destacou.

O tempo de internação depende de cada caso, mas pode ir de poucos dias até meses. “As queimaduras elétricas possuem um potencial destrutivo e mutilante muito maior. Geralmente, esses pacientes ultrapassam um mês de internação. E mesmo após a internação o paciente ainda deverá ser acompanhado por meses/anos para avaliação das sequelas tardias”, explicou.

De acordo com Sandro Oliveira, o paciente queimado sofre danos físicos, funcionais, psicológicos, sociais e econômicos. Por isso o melhor tratamento contra a queimadura é não se queimar”, alertou o médico.

Por ser um paciente tão complexo, conforme disse o especialista, é essencial dispor de uma boa equipe multiprofissional formada por médicos clínicos, cirurgiões plásticos e vasculares para definição do plano de tratamento, equipe de enfermagem para definição de plano de cuidado; equipe de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e nutrição para plano de reabilitação; psicologia para plano de enfrentamento psicológico e escuta ativa e serviço social para plano de suporte social. “Além disso, a equipe de limpeza do hospital também é fundamental para manter um ambiente limpo influenciando de forma positiva na redução do risco de infecções”, observou Sandro Oliveira.

Experiência

Neivi Nitiely Ribeiro dos Santos tem 21 anos e é mãe de Daivid Santos Costa, de um ano e três meses, internado no HMUE há uma semana após sofrer um acidente em casa. Eles são de Paragominas, nordeste paraense.

Ela contou que o menino puxou a toalha da mesa e a panela do feijão virou em cima dele. A criança recebeu o primeiro atendimento numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e de lá foi transferida para o HMUE. 

"Sou muito grata por tudo o que fizeram por nós e serei grata para o resto da vida. Eu não dormia porque toda vez que fechava os olhos via o meu filho chorando naquele estado. Agora o meu coração está muito mais calmo vendo ele sorrindo novamente”, declarou.

Segundo o diretor hospitalar do HMUE, Thiago Zache, no Metropolitano, todos os esforços são direcionados para salvar vidas de crianças e adultos que necessitam desse atendimento. “Atendemos todos sempre com muita empatia e humanização a fim de minimizar sensações negativas trazidas pelo acidente”, comentou. 

Quadra Junina

O médico Sandro Oliveira chama a atenção das famílias para que tenham cuidado com os fogos de artifício, cuja comercialização aumenta neste período. “Dependendo da procedência ou da forma que são manipulados, esses fogos podem gerar graves lesões, desde amputações traumáticas no momento do acidente quanto a morte. O ideal seria evitar o uso de fogos de artifícios inclusive pensando em pessoas que podem sofrer com o estresse acústico, como autistas, idosos, vítimas de derrames, doenças cardíacas e até animais”. 

Para quem deseja manter essa tradição arriscada, ele orienta que comprem fogos de qualidade certificados pela agência reguladora; acendam em local aberto evitando direcionar para árvores ou rede elétrica; utilizem um cabo de vassoura ou um suporte seguro e não inflamável para segurar o rojão afastando-o do corpo e da face de quem manipula que sempre deverá ser um adulto. “Se apesar dessas medidas ainda ocorrer um acidente, devem ser seguidas as orientações de cuidado de uma queimadura térmica, ou seja, colocar o local afetado em água corrente, cobrir com pano limpo e buscar atendimento médico”, concluiu.

Medidas preventivas:

Contra acidentes térmicos: 

  • Manter cabos e alças de panela em bom estado
  • Pegar panela sempre pelo cabo
  • Não deixar os cabos de panela virados para fora do fogão;
  • Manipular adequadamente a panela de pressão; 
  • Manter crianças longe da cozinha durante o preparo dos alimentos; 
  • Testar a água do banho com o dorso da mão antes de molhar a criança;
  •  Manter objetos aquecidos longe do alcance de crianças;
  • Não jogar álcool diretamente sobre o fogo;
  • Abrir portas e janelas ao sentir cheiro de gás escapando, não acender nada, sair de casa e pedir ajuda aos bombeiros. 
  • Não manipular fogo perto de produtos inflamáveis.
  • Como primeiros socorros, afastar a vítima das chamas, colocar a área queimada em água corrente por pelo menos 15 minutos, secar bem, cobrir o local com um pano limpo e buscar atendimento médico. Não colocar manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura. Somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

Contra acidentes elétricos:

  • Não mexer na rede elétrica sem equipamento de proteção individual adequado;
  • Usar protetor em todas as tomadas elétricas da casa;
  • Evitar sobrecarregar a tomada com vários aparelhos ao mesmo tempo;
  • Evitar mexer no celular enquanto estiver conectado na rede elétrica;
  • Desligar o registro antes de ajudar uma pessoa vítima de descarga elétrica.

Contra acidentes químicos: 

  • Utilizar luvas grossas adequadas na manipulação de substâncias corrosivas;
  • Nunca entrar em contato direto com a substância, seja líquida ou em pó;
  • Se houver contato, colocar o local afetado sobre água corrente abundante por 15 minutos, cobrir e buscar ajuda. 
  • Manter produtos de limpeza longe do alcance de crianças e animais.