terça-feira, 7 de junho de 2022

No Hospital Metropolitano, medidas sustentáveis marcam o mês do Meio Ambiente

  

Foto: DivulgaçãoNo mês de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, e para dar ênfase à importante missão de preservar os recursos naturais e melhorar cada vez mais os fluxos sustentáveis, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), localizado em Ananindeua, vem desenvolvendo e implementando diversas ações que priorizam essas práticas.

A principal novidade, que vai impactar na saúde e bem-estar de funcionários, pacientes e acompanhantes, é a ampliação da horta orgânica, que triplicará de tamanho, passando de 42m² para 150m². “O projeto de ampliação surgiu naturalmente com a demanda de tornar o Hospital Metropolitano cada vez mais verde, com práticas e ações que estimulem isso. A nossa meta é que a horta seja entregue agora no segundo semestre”, comenta o gerente de Apoio do Metropolitano, Allisson Wilson.

Além disso, a unidade realiza periodicamente campanhas de arrecadação de garrafas pet, que servem para decoração e produção de brindes ou vasos, e conta com um ponto de arrecadação de óleo de cozinha usado, evitando que esse resíduo seja despejado de forma incorreta na natureza

Foto: DivulgaçãoO Hospital Metropolitano, que é gerenciado pela Pró-Saúde, realiza ainda a doação de mudas de plantas e árvores, por meio do Projeto Reviver, que somente no ano passado entregou mais de 500 doações.

“Essas são apenas algumas das ações pensadas e desenvolvidas durante o ano dentro da unidade. Nosso foco, além de educar, é incentivar que essas pessoas, tanto pacientes, quanto acompanhantes ou colaboradores, levem esses aprendizados para suas próprias casas e para a comunidade”, ressalta a analista de Sustentabilidade, Bruna Furtado.

Semana do Meio Ambiente

Foto: DivulgaçãoPara celebrar o Dia do Meio ambiente, comemorado no Brasil em junho, o Setor de Sustentabilidade do Hospital Metropolitano está realizando diversas atividades para chamar a atenção para a preservação, além de conscientizar colaboradores sobre a importância de práticas sustentáveis.

Com uma programação que conta com palestra e aplicação de Quiz de perguntas e respostas, funcionários de todos os turnos têm a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre a temática da sustentabilidade. “A ideia é que todos participem e engajem com esse tema, que é cada vez mais urgente”, diz Bruna.

Foto: DivulgaçãoAlém do Quiz, uma exposição com cartoons sobre prevenção do meio ambiente foi aberta e está exposta na entrada principal da unidade hospitalar, que pertencente ao Governo do Estado do Pará e atua como referência no tratamento de média e alta complexidades pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Rafaela Pacheco, jardineira do Hospital Metropolitano, participou das ações e destaca que “é sempre muito importante reforçar o que fazemos na prática. As ações desta Semana do Meio Ambiente vêm justamente para comprovar essa importância”.

Hospital Metropolitano alerta para o alto índice de acidentes com queimaduras em crianças

Unidade é referência no atendimento dos casos e lançou recentemente um livro digital gratuito, com dicas de prevenção e cuidados

Dada a importância do debate sobre a prevenção de acidentes envolvendo queimaduras, 6 de junho foi instituído como o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essas feridas traumáticas são causadas, na maioria das vezes, por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos.

No Pará, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) é o único que conta com um ambiente especializado para o tratamento de crianças e adultos vítimas desses traumas. Com o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), a unidade hospitalar, criada pelo Governo do Pará e gerenciada pela Pró-Saúde, atua como referência no Norte do país.

Só no ano passado, foram atendidas 529 vítimas de queimaduras na unidade, das quais 166 eram crianças de 0 a 12 anos de idade. Já de janeiro a maio deste ano, 227 pessoas precisaram de auxílio clínico, sendo 64 crianças na mesma faixa etária. Ou seja, os atendimentos de crianças vítimas de queimaduras correspondem a cerca de 30% do total.  

“Os altos números demonstram que a prevenção é urgente. Uma criança ou até mesmo um adulto que se acidenta, dependendo do grau e da forma desse acidente, pode passar meses internado e ficar com sequelas por toda a vida”, explica a enfermeira coordenadora do CTQ, Nellyane Ferro.

Dentro do Centro, os doentes contam com atendimento multiprofissional que envolve médicos, enfermeiros, psicólogos, além de fisioterapeutas para a realização de exercícios por meio de recursos como, por exemplo, a gameterapia. Muitos passam, ainda, por cirurgias complexas, onde são usados métodos que atuam para diminuir o risco de amputação de membros e aceleram a recuperação do paciente com internação em tempo variado.

“A recuperação das crianças, geralmente, é mais rápida que a de um adulto, mas, ainda assim, é importante que os responsáveis estejam sempre vigilantes para que o acidente não aconteça”, pontua a profissional.

Prevenção - Com o objetivo de informar a população sobre os riscos dos acidentes envolvendo queimaduras, conscientizar as pessoas sobre os meios de prevenção, o Hospital Metropolitano lançou um livro digital, com acesso gratuito para todos.

Nomeado de “Xô, Queimadura”, o material está disponível para download na internet e pode ser acessado através do link: https://www.prosaude.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Xo-Queimadura-HMUE-Ebook.pdf

Dicas para evitar acidentes com crianças

• Não permita que crianças brinquem com tomadas;

• Evite usar o celular enquanto estiver carregando;

• Jamais cozinhe com a criança no colo e preste bastante atenção ao cabo da panela, que deve ficar virada para dentro do fogão;

• Não deixe crianças perto de churrasqueiras, fogões a lenha ou fogueiras;

• Não deixe álcool perto de chamas e brasas ou use álcool gel quando estiver mexendo com fogo.

Em caso de acidente, o que fazer?

• Não retire objetos ou pessoas que estejam em contato com fios até que um profissional qualificado assegure que a energia foi desligada;

• Não passe nenhum tipo de produto na lesão, como, por exemplo, creme dental, borra de café ou outros, isso pode ocasionar ainda mais irritabilidade;

• Em caso de acidente elétrico, desligue imediatamente o disjuntor da residência e só depois preste socorro;

• Ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no 192.

Lojistas paraenses estão otimistas com as vendas para o Dia dos Namorados

  


O Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas) acredita o Dia dos Namorados deve impulsionar as vendas na capital paraense. A expectativa é de que acompanhe a evolução de vendas registradas no primeiro trimestre deste, que foi 25% maior em comparação a 2019, antes da pandemia.

Os preços dos presentes, segundo o Sindilojas, variam entre R$ 150 e 200 e estão focados, principalmente, em vestuários e acessórios. Além disso, dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas mostram que, no Pará, 17% das compras são online e 70% dos clientes devem usar um aplicativo de mensagem para realizar as compras.

“A expectativa do comércio para o Dia dos Namorados, neste ano, deve acompanhar a evolução de vendas registradas no primeiro trimestre que é de 25% quando comparados com 2019, período da pré-pandemia. O ticket médio, em torno de R$150 e R$200, ancorados principalmente pelo segmento de moda e acessórios. No Pará, 17% das compras online, migraram do tradicional desktop para os aplicativos de celular, e 70% dos clientes preferem o WhatsApp como canal de venda, o que demonstra a importância da digitalização das lojas, principalmente o uso do recursos das redes sociais. Os clientes irão encontrar seus empreendimentos abastecidos e com as equipes bem treinadas, para que essa data seja muito especial”, afirma o Presidente do Sindilojas Belém, Eduardo Yamamoto.

Com cinco aeroportos do Pará, Anac aprova editais de concessão e marca leilão para agosto; saiba mais

 


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou na segunda-feira, 6, as minutas do edital e dos contratos da 7ª rodada de concessão de aeroportos. Serão leiloados em blocos 15 aeroportos nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste. A previsão é que o leilão ocorra no dia 18 de agosto.

Os aeroportos de Belém e Macapá estão entre os terminais que serão leiloados. Eles compõem o bloco Norte II. O lance inicial mínimo é de R$ 56,9 milhões. O valor estimado para todo o contrato é de R$ 1,9 bilhão.

Outros terminais são o Aeroporto de Congonhas, que lidera o bloco SP-MS-PA-MG. O bloco inclui ainda os aeroportos de Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará; Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul; Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais. O lance inicial mínimo é de R$ 740,1 milhões. O valor estimado para todo o contrato é de R$ 11,6 bilhões.

Também serão leiloados os blocos Aviação Geral, formado pelos aeroportos Campo de Marte, em São Paulo e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A contribuição inicial mínima é de R$ 141,4 milhões. O valor estimado para todo o contrato é de R$ 1,7 bilhão.

Segundo a Anac, o modelo de concessão terá regulação flexível, compatível e proporcional ao porte de cada aeroporto em relação a tarifa. Além disso, um mesmo proponente poderá arrematar os três blocos.

“O requisito mínimo de habilitação técnica do operador aeroportuário será a comprovação de experiência de processamento, em pelo menos um dos últimos cinco anos, de um milhão de passageiros para o Bloco Norte II e cinco milhões de passageiros para os blocos SP-MS-PA-MG. No caso do Bloco Aviação Geral, o processamento de passageiros deverá ser de no mínimo 200 mil passageiros ou, alternativamente, 17 mil movimentos de aeronaves (pousos e decolagens)”, informou a Anac.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Hospital Metropolitano alerta para o alto índice de acidentes com queimaduras em crianças

Dada a importância do debate sobre a prevenção de acidentes envolvendo queimaduras, 6 de junho foi instituído como o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), essas feridas traumáticas são causadas, na maioria das vezes, por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos.

No Pará, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) é o único que conta com um ambiente especializado para o tratamento de crianças e adultos vítimas desses traumas. Com o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), a unidade hospitalar, criada pelo Governo do Pará e gerenciada pela Pró-Saúde, atua como referência no Norte do país.

Só no ano passado, foram atendidas 529 vítimas de queimaduras na unidade, das quais 166 eram crianças de 0 a 12 anos de idade. Já de janeiro a maio deste ano, 227 pessoas precisaram de auxílio clínico, sendo 64 crianças na mesma faixa etária. Ou seja, os atendimentos de crianças vítimas de queimaduras correspondem a cerca de 30% do total.  

“Os altos números demonstram que a prevenção é urgente. Uma criança ou até mesmo um adulto que se acidenta, dependendo do grau e da forma desse acidente, pode passar meses internado e ficar com sequelas por toda a vida”, explica a enfermeira coordenadora do CTQ, Nellyane Ferro.

Dentro do Centro, os doentes contam com atendimento multiprofissional que envolve médicos, enfermeiros, psicólogos, além de fisioterapeutas para a realização de exercícios por meio de recursos como, por exemplo, a gameterapia. Muitos passam, ainda, por cirurgias complexas, onde são usados métodos que atuam para diminuir o risco de amputação de membros e aceleram a recuperação do paciente com internação em tempo variado.

“A recuperação das crianças, geralmente, é mais rápida que a de um adulto, mas, ainda assim, é importante que os responsáveis estejam sempre vigilantes para que o acidente não aconteça”, pontua a profissional.

Prevenção - Com o objetivo de informar a população sobre os riscos dos acidentes envolvendo queimaduras, conscientizar as pessoas sobre os meios de prevenção, o Hospital Metropolitano lançou um livro digital, com acesso gratuito para todos.

Nomeado de “Xô, Queimadura”, o material está disponível para download na internet e pode ser acessado através do link: https://www.prosaude.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Xo-Queimadura-HMUE-Ebook.pdf

Dicas para evitar acidentes com crianças

• Não permita que crianças brinquem com tomadas;

• Evite usar o celular enquanto estiver carregando;

• Jamais cozinhe com a criança no colo e preste bastante atenção ao cabo da panela, que deve ficar virada para dentro do fogão;

• Não deixe crianças perto de churrasqueiras, fogões a lenha ou fogueiras;

• Não deixe álcool perto de chamas e brasas ou use álcool gel quando estiver mexendo com fogo.

Em caso de acidente, o que fazer?

• Não retire objetos ou pessoas que estejam em contato com fios até que um profissional qualificado assegure que a energia foi desligada;

• Não passe nenhum tipo de produto na lesão, como, por exemplo, creme dental, borra de café ou outros, isso pode ocasionar ainda mais irritabilidade;

• Em caso de acidente elétrico, desligue imediatamente o disjuntor da residência e só depois preste socorro;

• Ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no 192.

Vítimas de queimadura contam com centro especializado no Hospital Metropolitano

Foto: Arquivo/Ag. ParáQueimadura é toda lesão do tecido orgânico resultante de um trauma causado por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos. Dependendo do grau da lesão, pode até levar a morte. Por isso, nesta segunda-feira (06), em que é celebrado o Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) destaca o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Centro de Queimados do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). 

Apesar de a finalidade da data, instituída pela Lei Nº 12.026/2009, ser divulgar as medidas preventivas necessárias à redução da incidência de acidentes envolvendo queimados, é importante que os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) saibam que podem contar com um serviço de alta complexidade no HMUE, que é referência no Norte do Brasil para tratamento de queimados. 

Tipos de queimadura 

As queimaduras são classificadas de acordo com a sua profundidade e tamanho, sendo geralmente mensuradas pelo percentual da área corporal afetada.

A queimadura de 1º grau atinge a camada mais superficial da pele, é seca e não produz bolhas. Os sintomas são dor intensa e vermelhidão local. Geralmente melhoram no intervalo de três a seis dias, podendo descamar e não deixam sequelas. 

A queimadura de 2º grau atinge diferentes profundidades da derme. Provoca vermelhidão, dor mais intensa e forma bolhas. Leva até 21 dias para cicatrizar e pode deixar marcas mais significantes.

Já a queimadura de 3º grau atinge tecidos subcutâneos, podendo inclusive atingir músculos e estruturas ósseas. São lesões esbranquiçadas ou acinzentadas, secas, indolores e deformantes, que não curam sem apoio cirúrgico.

Em 2021, o HMUE atendeu 529 pessoas vítimas de queimaduras, com 11 óbitos. Em termos comparativos, de janeiro a maio de 2022, o HMUE atendeu 227 pacientes vítimas de queimadura, com 12 óbitos, enquanto, no mesmo período de 2021, foram 207 atendimentos e 06 óbitos.

De acordo com dados do HMUE, a maior causa de queimaduras entre os jovens adultos é por descarga elétrica, e entre as crianças, por líquido escaldante. 

O Centro de Queimados conta, atualmente, com 20 leitos, sendo 12 de enfermaria adultos, seis pediátricos e dois leitos de UTI para adultos e com uma ampla equipe multiprofissional.

Segundo o médico clínico e intensivista do HMUE, Sandro Oliveira, a atenção especializada é definida conforme o tipo de queimadura, a sua profundidade e extensão, localização e tipo de paciente e explicou cada um desses aspectos: 

"Quanto ao tipo de paciente, precisam de atenção, principalmente, crianças muito pequenas, pessoas muito idosas, e pacientes com comorbidades descompensadas (diabetes, insuficiência cardíaca, insuficiência renal)", avaliou.

Quanto ao tipo, toda queimadura química, elétrica e de vias aéreas por inalação de fumaça quente deve ser avaliada. Já em relação à profundidade devem ser avaliadas aquelas a partir de segundo grau e todas as lesões de terceiro grau. E quanto à extensão e localização, precisam ser avaliadas as queimaduras de segundo grau (bolha) que atinjam mais que 10% de superfície corpórea (todo um braço, metade de uma perna ou lesões envolvendo tórax/abdômen/dorso) e que não comprometam zonas nobres. E também as que atinjam face, mãos, pés, região de genitália e grandes articulações como ombros, cotovelos, quadril e joelhos.

Tratamento

Sandro Oliveira esclareceu que, durante o processo de internação, o paciente poderá receber hidratação venosa, antibióticos, medicamentos para dor, suporte de vida, curativos, suplementos alimentares, exercícios, uso de órteses e realização de cirurgias. “No HMUE, também temos utilizado com bons resultados curativos especiais à vácuo para acelerar o processo cicatricial; gameterapia para tornar a reabilitação mais lúdica e rodas de conversas, aproximando equipe, pacientes e seus familiares”, destacou.

O tempo de internação depende de cada caso, mas pode ir de poucos dias até meses. “As queimaduras elétricas possuem um potencial destrutivo e mutilante muito maior. Geralmente, esses pacientes ultrapassam um mês de internação. E mesmo após a internação o paciente ainda deverá ser acompanhado por meses/anos para avaliação das sequelas tardias”, explicou.

De acordo com Sandro Oliveira, o paciente queimado sofre danos físicos, funcionais, psicológicos, sociais e econômicos. Por isso o melhor tratamento contra a queimadura é não se queimar”, alertou o médico.

Por ser um paciente tão complexo, conforme disse o especialista, é essencial dispor de uma boa equipe multiprofissional formada por médicos clínicos, cirurgiões plásticos e vasculares para definição do plano de tratamento, equipe de enfermagem para definição de plano de cuidado; equipe de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e nutrição para plano de reabilitação; psicologia para plano de enfrentamento psicológico e escuta ativa e serviço social para plano de suporte social. “Além disso, a equipe de limpeza do hospital também é fundamental para manter um ambiente limpo influenciando de forma positiva na redução do risco de infecções”, observou Sandro Oliveira.

Experiência

Neivi Nitiely Ribeiro dos Santos tem 21 anos e é mãe de Daivid Santos Costa, de um ano e três meses, internado no HMUE há uma semana após sofrer um acidente em casa. Eles são de Paragominas, nordeste paraense.

Ela contou que o menino puxou a toalha da mesa e a panela do feijão virou em cima dele. A criança recebeu o primeiro atendimento numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e de lá foi transferida para o HMUE. 

"Sou muito grata por tudo o que fizeram por nós e serei grata para o resto da vida. Eu não dormia porque toda vez que fechava os olhos via o meu filho chorando naquele estado. Agora o meu coração está muito mais calmo vendo ele sorrindo novamente”, declarou.

Segundo o diretor hospitalar do HMUE, Thiago Zache, no Metropolitano, todos os esforços são direcionados para salvar vidas de crianças e adultos que necessitam desse atendimento. “Atendemos todos sempre com muita empatia e humanização a fim de minimizar sensações negativas trazidas pelo acidente”, comentou. 

Quadra Junina

O médico Sandro Oliveira chama a atenção das famílias para que tenham cuidado com os fogos de artifício, cuja comercialização aumenta neste período. “Dependendo da procedência ou da forma que são manipulados, esses fogos podem gerar graves lesões, desde amputações traumáticas no momento do acidente quanto a morte. O ideal seria evitar o uso de fogos de artifícios inclusive pensando em pessoas que podem sofrer com o estresse acústico, como autistas, idosos, vítimas de derrames, doenças cardíacas e até animais”. 

Para quem deseja manter essa tradição arriscada, ele orienta que comprem fogos de qualidade certificados pela agência reguladora; acendam em local aberto evitando direcionar para árvores ou rede elétrica; utilizem um cabo de vassoura ou um suporte seguro e não inflamável para segurar o rojão afastando-o do corpo e da face de quem manipula que sempre deverá ser um adulto. “Se apesar dessas medidas ainda ocorrer um acidente, devem ser seguidas as orientações de cuidado de uma queimadura térmica, ou seja, colocar o local afetado em água corrente, cobrir com pano limpo e buscar atendimento médico”, concluiu.

Medidas preventivas:

Contra acidentes térmicos: 

  • Manter cabos e alças de panela em bom estado
  • Pegar panela sempre pelo cabo
  • Não deixar os cabos de panela virados para fora do fogão;
  • Manipular adequadamente a panela de pressão; 
  • Manter crianças longe da cozinha durante o preparo dos alimentos; 
  • Testar a água do banho com o dorso da mão antes de molhar a criança;
  •  Manter objetos aquecidos longe do alcance de crianças;
  • Não jogar álcool diretamente sobre o fogo;
  • Abrir portas e janelas ao sentir cheiro de gás escapando, não acender nada, sair de casa e pedir ajuda aos bombeiros. 
  • Não manipular fogo perto de produtos inflamáveis.
  • Como primeiros socorros, afastar a vítima das chamas, colocar a área queimada em água corrente por pelo menos 15 minutos, secar bem, cobrir o local com um pano limpo e buscar atendimento médico. Não colocar manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura. Somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

Contra acidentes elétricos:

  • Não mexer na rede elétrica sem equipamento de proteção individual adequado;
  • Usar protetor em todas as tomadas elétricas da casa;
  • Evitar sobrecarregar a tomada com vários aparelhos ao mesmo tempo;
  • Evitar mexer no celular enquanto estiver conectado na rede elétrica;
  • Desligar o registro antes de ajudar uma pessoa vítima de descarga elétrica.

Contra acidentes químicos: 

  • Utilizar luvas grossas adequadas na manipulação de substâncias corrosivas;
  • Nunca entrar em contato direto com a substância, seja líquida ou em pó;
  • Se houver contato, colocar o local afetado sobre água corrente abundante por 15 minutos, cobrir e buscar ajuda. 
  • Manter produtos de limpeza longe do alcance de crianças e animais.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Em live, Pró-Saúde compartilha expertise de atendimento ao politrauma



Nesta quinta-feira (2), a Pró-Saúde realizou uma live de encerramento à programação que prestigiou, durante o mês de maio, o Dia Internacional da Enfermagem.

O tema escolhido foi “Primeiro atendimento ao politraumatizado”, com a participação da equipe do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), que apresentou para o público uma simulação realística sobre o atendimento inicial, com o objetivo de mitigar riscos ao paciente.

Criado pelo Governo do Pará e gerenciado pela Pró-Saúde, o Hospital Metropolitano é referência em atendimentos a queimados e vítimas de traumas no Norte do Brasil. No ano passado, foram realizadas mais de 7 mil internações gerais, sendo que cerca de 2,5 mil foram de vítimas de acidentes de trânsito, o que corresponde a mais de 34% do total de internações da unidade.

O evento, realizado em ambiente digital, reuniu, além dos profissionais das unidades gerenciadas pela Pró-Saúde em todo o país, estudantes da área da saúde e população em geral, já que foi aberto ao público.

O diretor corporativo Médico, Fernando Paragó, comenta que o tema escolhido é fundamental e merece atenção, principalmente, para quem está iniciando carreira na área. “A coordenação de ações da equipe multiprofissional faz toda a diferença no momento crítico de atendimento aos pacientes politraumatizados”, enfatiza.

O vídeo, gravado e apresentado pela equipe do Metropolitano, abordou o atendimento prestado a uma vítima de acidente com motocicleta, desde a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no local da ocorrência, até a entrada na emergência da unidade para avaliação e definição das condutas a serem seguidas. O vídeo teve a participação das equipes assistenciais e as cenas foram gravadas com uma atriz maquiada, simulando o acidente.

Após a exibição da simulação, um debate sobre o conteúdo foi aberto e os profissionais responderam perguntas. “A programação veio para ampliar os conhecimentos, além de explicar sobre os fluxos que são tão bem desenvolvidos no Metropolitano, que é uma unidade de referência no tema. Sabemos que as pessoas têm dúvidas sobre esse atendimento e com a live, pudemos destacar justamente isso”, explica Josieli Pinheiro.

“Oportunizar esse intercâmbio de conhecimentos e mostrar para a população a importância que cada membro da equipe tem no fluxo de atendimento, desde a chegada à unidade, também foi o nosso objetivo”, aponta o médico Guataçara Gabriel, médico e coordenador do pronto atendimento.

De acordo com a enfermeira e coordenadora do pronto atendimento do Hospital Metropolitano, Mila Michele, o atendimento multiprofissional deve ser direcionado para cada paciente. “Foi muito válido ressaltar a importância da equipe dentro da emergência. Na urgência, é sempre tudo muito rápido e cada um desempenha papel fundamental em todos os momentos, um ligado com o outro, em trabalho conjunto, com muito esforço e dedicação para o bom desfecho de cada caso”, ressalta.

Em concordância, o responsável pelo setor de reabilitação do HMUE, Henrique Gomes, acrescenta o importante papel desenvolvido pelos que atuam frente à reabilitação dos internados. “O pronto atendimento do hospital atua sem pausa. O fisioterapeuta, por exemplo, acolhe todos os pacientes com necessidade ventilatória e, junto com a equipe multiprofissional, traça o plano terapêutico e define condutas. Nesse fluxo, o fonoaudiólogo entra para avaliar os pacientes com riscos de broncoaspiração”.

Já na finalização do evento, Sandra Miziara, gerente corporativa Assistencial da Pró-Saúde, ressaltou as ações que podem ser realizadas por cada público diante de uma situação de politrauma.

“Para leigos, ao presenciar um acidente, o primeiro passo é sinalizar o local para proteger a vítima, ligar para o SAMU e seguir as orientações do moderador. Para as unidades de saúde, é preciso capacitar a equipe, obter informações sobre a cena do acidente, implantar protocolos de atendimento em conjunto com a equipe multiprofissional e manter o paciente em vigilância minuciosa”, explica.

O conteúdo da live está disponível na página da Pró-Saúde no YouTube, abaixo: