domingo, 10 de abril de 2022

Em 2021, 135 crianças foram internadas, no Hospital Metropolitano, vítimas de acidentes de trânsito

 

Atendimento no Hospital Metropolitano

Atendimento no Hospital Metropolitano (Ascom HMUE)


Em 2020, 145 crianças, de 0 a 12 anos, foram internadas vítimas de acidentes de trânsito no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Em 2021, foram 135 pacientes dessa faixa etária. E, nos dois primeiros meses de 2022, 13. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do HMUE.

A médica e diretora técnica do Hospital Metropolitano, Renata Alves, disse que, em acidentes de trânsito, as lesões podem ser várias, desde uma torção ao politraumatismo, com grande chance de internação. As crianças vítimas de acidentes automobilísticos podem ficar de 10 a 12 dias internadas. “Quando nos referimos a internações de crianças, há um desafio muito grande em tornar o período da internação o melhor possível. Esse é o desafio abraçado por toda a equipe do Hospital Metropolitano, no sentido de ter atividades lúdicas, com atividades e abordagem para com que esse momento seja o mais ameno possível”, disse.

Ela acrescentou que, no Hospital Metropolitano, acompanhantes e pacientes são acompanhados por um time de psicólogos engajados em minimizar o sofrimento psicológicos trazido após o acidente que, com certeza, podem ser variados com sentimentos que envolvem medo, angústia e afastamento da rotina diária. As atividades lúdicas realizadas cooperam para que esse momento de internação seja o mais leve possível e que as crianças permaneçam no tratamento. “Obviamente, estar em um hospital não reflete a realidade perfeita para uma criança. Por isso, insistimos com campanhas de conscientização e prevenção de acidentes, não só de trânsito, mas de queimaduras, de acidentes domésticos e outros potencialmente prejudiciais”, afirmou a médica Renata Alves.

Campanhas educativas do Detran alertam população sobre riscos de acidentes

Desde 2019, o Departamento de Trânsito do Estado vem reforçando as campanhas educativas com a finalidade de alertar a população de todo o estado sobre os principais fatores de risco de acidentes e mortes nas rodovias estaduais.  As campanhas educativas acompanham as operações de fiscalização regulares em feriados e datas comemorativas, como, por exemplo, Carnaval e Semana Santa. São períodos em que aumenta a circulação de veículos e pessoas nas rodovias.

O Detran informou ainda que investe em Curso de Agentes Multiplicadores em Educação para o Trânsito, que tem entre o público-alvo crianças até 12 anos de idade e jovens de diversos bairros da Região Metropolitana de Belém. Outra ação voltada para o público infanto-juvenil é o projeto Detran nas Escolas, cujo objetivo é levar ações educativas de trânsito para o ambiente escolar.

Público infantil é um dos grupos mais vulneráveis aos sinistros de trânsito no Brasil

Presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira Júnior disse que o público infantil é um dos grupos mais vulneráveis aos sinistros de trânsito no Brasil e exige um cuidado especial nas ruas e estradas. “Os dados que você apresenta são coerentes com estudo que a Abramet divulgou em 2021 mostrando o aumento de sinistros de trânsito envolvendo crianças.

Esses números são preocupantes e reforçam a nossa percepção de que a segurança das crianças e adolescentes depende da conscientização de todos nós. "Na nossa avaliação, sinistros como atropelamentos, na sua maioria, não são acidentais, e sim, resultados da falta de cuidado seja por parte de condutores, seja por parte de pais e responsáveis. Cuidar bem das nossas crianças, e protegê-las, é cuidar bem do futuro do nosso país”, diz.

Ele afirmou que a Abramet entende é preciso adotar estratégias específicas para promover a educação no trânsito e estimular o cumprimento das leis para uma mobilidade urbana mais saudável e segura para as crianças e adolescentes. Esse esforço deve ter foco em todos os públicos: os motoristas, pais, responsáveis e as próprias crianças precisam incorporar a cultura de segurança. “Tais ações devem ser pensadas especificamente para o perímetro das escolas, assim como nos demais espaços do trânsito nas cidades”, disse.

Ainda segundo ele, é importante destacar que a criança não tem o discernimento sobre o perigo no trânsito, não tem como administrar os riscos a fim de evitar os sinistros. É importante destacar que a criança não conhece e não elabora o risco, o perigo. “Por isso, está mais vulnerável ao sinistro e precisa de proteção. Nós sempre recomendamos trazer as regras do trânsito para uma linguagem compreensível para esse público e tornar o adulto um exemplo de conduta no dia a dia, mostrando como transitar, como atravessar corretamente, usando equipamentos de proteção no interior dos veículos. Isso é essencial para protegê-las e incutir uma mentalidade de mobilidade segura”, afirmou.


Acidentes com crianças no Pará

2021:

A mãe e o filho, de dois meses, morreram em um acidente no km 10 da rodovia BR-316, sentido Marituba - Belém, na tarde de 18 de agosto. O acidente ocorreu por volta de 13h30. As vítimas são Danielle Siqueira Nascimento (mãe) e Eros Roberto Siqueira Castro (o filho, de apenas dois meses).

Mãe e filha morreram após um acidente grave ocorrido na madrugada de 26 de agosto, em Belém. O acidente ocorreu na avenida Nazaré, próximo ao cruzamento com a avenida Generalíssimo Deodoro. A pequena Maria Luiza Corrêa Torres, de dois anos, foi socorrida mas morreu no PSM da 14 de março, nas primeiras horas da madrugada. O pai da criança, Leandro Nascimento Torres, era quem conduzia o veículo. Horas depois, a mãe da menina e esposa de Leandro, Renata Corrêa Bezerra, também não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Metropolitana de Urgência e Emergência. Leandro sobreviveu.

Março de 2022

Uma criança de nove anos morreu em um acidente no sudoeste do Pará, na quinta-feira (3). O acidente ocorreu na rodovia Transamazônica, entre os municípios de Brasil Novo e Medicilândia. De acordo com as primeiras informações, a caminhonete era conduzida por uma professora, mãe da criança. O veículo capotou e parou dentro de uma lagoa, que fica às margens da rodovia, na altura do km 75 da BR-230.

Em 2021, 135 crianças foram internadas, no Hospital Metropolitano, vítimas de acidentes de trânsito

 

Atendimento no Hospital Metropolitano

Atendimento no Hospital Metropolitano (Ascom HMUE)


Em 2020, 145 crianças, de 0 a 12 anos, foram internadas vítimas de acidentes de trânsito no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). Em 2021, foram 135 pacientes dessa faixa etária. E, nos dois primeiros meses de 2022, 13. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do HMUE.

A médica e diretora técnica do Hospital Metropolitano, Renata Alves, disse que, em acidentes de trânsito, as lesões podem ser várias, desde uma torção ao politraumatismo, com grande chance de internação. As crianças vítimas de acidentes automobilísticos podem ficar de 10 a 12 dias internadas. “Quando nos referimos a internações de crianças, há um desafio muito grande em tornar o período da internação o melhor possível. Esse é o desafio abraçado por toda a equipe do Hospital Metropolitano, no sentido de ter atividades lúdicas, com atividades e abordagem para com que esse momento seja o mais ameno possível”, disse.

Ela acrescentou que, no Hospital Metropolitano, acompanhantes e pacientes são acompanhados por um time de psicólogos engajados em minimizar o sofrimento psicológicos trazido após o acidente que, com certeza, podem ser variados com sentimentos que envolvem medo, angústia e afastamento da rotina diária. As atividades lúdicas realizadas cooperam para que esse momento de internação seja o mais leve possível e que as crianças permaneçam no tratamento. “Obviamente, estar em um hospital não reflete a realidade perfeita para uma criança. Por isso, insistimos com campanhas de conscientização e prevenção de acidentes, não só de trânsito, mas de queimaduras, de acidentes domésticos e outros potencialmente prejudiciais”, afirmou a médica Renata Alves.

Campanhas educativas do Detran alertam população sobre riscos de acidentes

Desde 2019, o Departamento de Trânsito do Estado vem reforçando as campanhas educativas com a finalidade de alertar a população de todo o estado sobre os principais fatores de risco de acidentes e mortes nas rodovias estaduais.  As campanhas educativas acompanham as operações de fiscalização regulares em feriados e datas comemorativas, como, por exemplo, Carnaval e Semana Santa. São períodos em que aumenta a circulação de veículos e pessoas nas rodovias.

O Detran informou ainda que investe em Curso de Agentes Multiplicadores em Educação para o Trânsito, que tem entre o público-alvo crianças até 12 anos de idade e jovens de diversos bairros da Região Metropolitana de Belém. Outra ação voltada para o público infanto-juvenil é o projeto Detran nas Escolas, cujo objetivo é levar ações educativas de trânsito para o ambiente escolar.

Público infantil é um dos grupos mais vulneráveis aos sinistros de trânsito no Brasil

Presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Antonio Meira Júnior disse que o público infantil é um dos grupos mais vulneráveis aos sinistros de trânsito no Brasil e exige um cuidado especial nas ruas e estradas. “Os dados que você apresenta são coerentes com estudo que a Abramet divulgou em 2021 mostrando o aumento de sinistros de trânsito envolvendo crianças.

Esses números são preocupantes e reforçam a nossa percepção de que a segurança das crianças e adolescentes depende da conscientização de todos nós. "Na nossa avaliação, sinistros como atropelamentos, na sua maioria, não são acidentais, e sim, resultados da falta de cuidado seja por parte de condutores, seja por parte de pais e responsáveis. Cuidar bem das nossas crianças, e protegê-las, é cuidar bem do futuro do nosso país”, diz.

Ele afirmou que a Abramet entende é preciso adotar estratégias específicas para promover a educação no trânsito e estimular o cumprimento das leis para uma mobilidade urbana mais saudável e segura para as crianças e adolescentes. Esse esforço deve ter foco em todos os públicos: os motoristas, pais, responsáveis e as próprias crianças precisam incorporar a cultura de segurança. “Tais ações devem ser pensadas especificamente para o perímetro das escolas, assim como nos demais espaços do trânsito nas cidades”, disse.

Ainda segundo ele, é importante destacar que a criança não tem o discernimento sobre o perigo no trânsito, não tem como administrar os riscos a fim de evitar os sinistros. É importante destacar que a criança não conhece e não elabora o risco, o perigo. “Por isso, está mais vulnerável ao sinistro e precisa de proteção. Nós sempre recomendamos trazer as regras do trânsito para uma linguagem compreensível para esse público e tornar o adulto um exemplo de conduta no dia a dia, mostrando como transitar, como atravessar corretamente, usando equipamentos de proteção no interior dos veículos. Isso é essencial para protegê-las e incutir uma mentalidade de mobilidade segura”, afirmou.


Acidentes com crianças no Pará

2021:

A mãe e o filho, de dois meses, morreram em um acidente no km 10 da rodovia BR-316, sentido Marituba - Belém, na tarde de 18 de agosto. O acidente ocorreu por volta de 13h30. As vítimas são Danielle Siqueira Nascimento (mãe) e Eros Roberto Siqueira Castro (o filho, de apenas dois meses).

Mãe e filha morreram após um acidente grave ocorrido na madrugada de 26 de agosto, em Belém. O acidente ocorreu na avenida Nazaré, próximo ao cruzamento com a avenida Generalíssimo Deodoro. A pequena Maria Luiza Corrêa Torres, de dois anos, foi socorrida mas morreu no PSM da 14 de março, nas primeiras horas da madrugada. O pai da criança, Leandro Nascimento Torres, era quem conduzia o veículo. Horas depois, a mãe da menina e esposa de Leandro, Renata Corrêa Bezerra, também não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Metropolitana de Urgência e Emergência. Leandro sobreviveu.

Março de 2022

Uma criança de nove anos morreu em um acidente no sudoeste do Pará, na quinta-feira (3). O acidente ocorreu na rodovia Transamazônica, entre os municípios de Brasil Novo e Medicilândia. De acordo com as primeiras informações, a caminhonete era conduzida por uma professora, mãe da criança. O veículo capotou e parou dentro de uma lagoa, que fica às margens da rodovia, na altura do km 75 da BR-230.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Paternidade ativa é essencial para a saúde da família

 

Segundo o Instituto Promundo, organização não governamental que visa a equidade de gêneros, em 2019, 83% dos pais brasileiros brincavam com seu(s) filho(s). Entretanto, cuidados como cozinhar e dar banho, eram atividades realizadas, respectivamente, por apenas 46% e 55% deles.  

Apesar da gravidez ocorrer apenas no corpo materno, ela não é um processo de responsabilidade individual. Isso porque, além do pai estar envolvido desde a concepção, ele também influencia na saúde da mulher durante o período de gestação, e no desenvolvimento do bebê.  

Daniella Dias, psicóloga da Pró-Saúde que atua no Hospital Materno-Infantil de Barcarena, no interior paraense, destaca que a participação paterna reflete diretamente na construção psíquica e cognitiva do bebê. "O recém-nascido já está se desenvolvendo socialmente desde o nascimento. Existem estudos que comprovam o reconhecimento da voz paterna desde a vida intrauterina, e o bebê pode sentir-se seguro quando reconhece essa voz", explica.  

Na unidade paraense, que é referência para gestações de alto risco no Baixo Tocantins, os pais são inseridos em atividades ao longo do processo de internação, como grupos de orientação de cuidados com o bebê, aplicação do método canguru e principalmente, no apoio à amamentação, para criar e encorajar a criação de uma rede de apoio à nova mamãe.  

"Estudos demonstram que o apoio do companheiro permite que o período de amamentação, essencial para a imunidade do bebê, transcorra de forma mais prazerosa e duradoura para mãe e filho", lembra a psicóloga.   

Muitas vezes, o período gestacional é uma fase repleta de inseguranças, medos, dúvidas e cobranças, por isso, é preciso entender que a mulher não amamenta sozinha. "Ela precisa de uma rede de apoio, que conta com a figura paterna para oferecer cuidados com o bebê, suporte emocional e escuta", complementa Yara Rodrigues, gerente de Enfermagem do Hospital Bom Pastor (HBP), unidade da Pró-Saúde localizada em Guajará Mirim, que atua como referência em ginecologia e obstetrícia, sendo a única maternidade da região.  

Além de interferir positivamente no desenvolvimento da criança através do aleitamento, a paternidade ativa também fortalece o vínculo afetivo entre o casal, promovendo confiança para a parceira durante esse período. "Considerando as alterações hormonais da mulher na gravidez, a postura proativa e empática do pai é capaz de gerar um bem-estar físico e emocional na mãe", ressalta Yara.  

Além disso, o apoio em atividades domésticas e do cotidiano são essenciais para aliviar a carga excessiva de responsabilidade e evitar a estafa física e mental. "Quando a mãe tem apoio, diminuem os riscos psicológicos, o que proporciona um puerpério mais estável emocionalmente, e reflete de forma positiva no desenvolvimento do bebê", enfatiza Daniella.  

Exercendo a paternidade ativa 

De acordo com o mesmo estudo publicado pelo Instituto Promundo, um dos principais desafios para a realização efetiva e afetiva da paternidade, é a falta de acompanhamento dos pais nos exames de pré-natal das mulheres.  

"A paternidade ativa faz parte de um conjunto de ações para o cuidado físico e emocional do filho. Por incluir orientações, o acompanhamento do pai nos exames de pré-natal é essencial para que ele possa manter-se informado sobre a saúde do bebê e da mãe, apoiando a gestante", destaca Yara.  

Já a psicóloga comenta que "é comum recebermos queixas relacionadas a ausência paterna em decorrência do trabalho. Sempre reforçamos os auxílios sociais disponíveis, a importância do planejamento familiar e principalmente, de pedir ajuda quando necessário. O cuidado também é responsabilidade do pai".  

Confira outras ações que podem ser praticadas para exercer a paternidade ativa: 

• Dividir as tarefas domésticas; 

• Compartilhar as tarefas de cuidados com bebê; 

• Ocupar-se com os demais filhos, caso tenha mais de um; 

• Realizar exames preventivos, para manter-se saudável; 

• É um direito da gestante ter um acompanhante antes, durante e após o parto. Caso ela queira, acompanhe-a.  

Paternidade ativa é essencial para a saúde da família

 

Segundo o Instituto Promundo, organização não governamental que visa a equidade de gêneros, em 2019, 83% dos pais brasileiros brincavam com seu(s) filho(s). Entretanto, cuidados como cozinhar e dar banho, eram atividades realizadas, respectivamente, por apenas 46% e 55% deles.  

Apesar da gravidez ocorrer apenas no corpo materno, ela não é um processo de responsabilidade individual. Isso porque, além do pai estar envolvido desde a concepção, ele também influencia na saúde da mulher durante o período de gestação, e no desenvolvimento do bebê.  

Daniella Dias, psicóloga da Pró-Saúde que atua no Hospital Materno-Infantil de Barcarena, no interior paraense, destaca que a participação paterna reflete diretamente na construção psíquica e cognitiva do bebê. "O recém-nascido já está se desenvolvendo socialmente desde o nascimento. Existem estudos que comprovam o reconhecimento da voz paterna desde a vida intrauterina, e o bebê pode sentir-se seguro quando reconhece essa voz", explica.  

Na unidade paraense, que é referência para gestações de alto risco no Baixo Tocantins, os pais são inseridos em atividades ao longo do processo de internação, como grupos de orientação de cuidados com o bebê, aplicação do método canguru e principalmente, no apoio à amamentação, para criar e encorajar a criação de uma rede de apoio à nova mamãe.  

"Estudos demonstram que o apoio do companheiro permite que o período de amamentação, essencial para a imunidade do bebê, transcorra de forma mais prazerosa e duradoura para mãe e filho", lembra a psicóloga.   

Muitas vezes, o período gestacional é uma fase repleta de inseguranças, medos, dúvidas e cobranças, por isso, é preciso entender que a mulher não amamenta sozinha. "Ela precisa de uma rede de apoio, que conta com a figura paterna para oferecer cuidados com o bebê, suporte emocional e escuta", complementa Yara Rodrigues, gerente de Enfermagem do Hospital Bom Pastor (HBP), unidade da Pró-Saúde localizada em Guajará Mirim, que atua como referência em ginecologia e obstetrícia, sendo a única maternidade da região.  

Além de interferir positivamente no desenvolvimento da criança através do aleitamento, a paternidade ativa também fortalece o vínculo afetivo entre o casal, promovendo confiança para a parceira durante esse período. "Considerando as alterações hormonais da mulher na gravidez, a postura proativa e empática do pai é capaz de gerar um bem-estar físico e emocional na mãe", ressalta Yara.  

Além disso, o apoio em atividades domésticas e do cotidiano são essenciais para aliviar a carga excessiva de responsabilidade e evitar a estafa física e mental. "Quando a mãe tem apoio, diminuem os riscos psicológicos, o que proporciona um puerpério mais estável emocionalmente, e reflete de forma positiva no desenvolvimento do bebê", enfatiza Daniella.  

Exercendo a paternidade ativa 

De acordo com o mesmo estudo publicado pelo Instituto Promundo, um dos principais desafios para a realização efetiva e afetiva da paternidade, é a falta de acompanhamento dos pais nos exames de pré-natal das mulheres.  

"A paternidade ativa faz parte de um conjunto de ações para o cuidado físico e emocional do filho. Por incluir orientações, o acompanhamento do pai nos exames de pré-natal é essencial para que ele possa manter-se informado sobre a saúde do bebê e da mãe, apoiando a gestante", destaca Yara.  

Já a psicóloga comenta que "é comum recebermos queixas relacionadas a ausência paterna em decorrência do trabalho. Sempre reforçamos os auxílios sociais disponíveis, a importância do planejamento familiar e principalmente, de pedir ajuda quando necessário. O cuidado também é responsabilidade do pai".  

Confira outras ações que podem ser praticadas para exercer a paternidade ativa: 

• Dividir as tarefas domésticas; 

• Compartilhar as tarefas de cuidados com bebê; 

• Ocupar-se com os demais filhos, caso tenha mais de um; 

• Realizar exames preventivos, para manter-se saudável; 

• É um direito da gestante ter um acompanhante antes, durante e após o parto. Caso ela queira, acompanhe-a.  

Pará é o estado brasileiro com maior números de divórcios em 2021

Pará é o estado brasileiro com maior números de divórcios em 2021 - Crédito: Reprodução/Fotos PúblicasCrédito: Reprodução/Fotos Públicas

Os paraenses foram os que mais se divorciaram entre todos os estados do Brasil em 2021. Segundo informações do Metrópoles com base nos dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), para cada 100 casamentos registrados em cartórios no Pará, cerca de 36 casais optaram pelo divórcio. 

Além disso, a média de divórcios no estado é quatro vezes maior que a nacional, que é de nove a cada 100 matrimônios. 

Ainda de acordo com o Metrópoles, os casamentos apresentaram crescimentos, mas não conseguiram recuperar o declínio comparado no primeiro ano da pandemia. 

Pará é o estado brasileiro com maior números de divórcios em 2021

Pará é o estado brasileiro com maior números de divórcios em 2021 - Crédito: Reprodução/Fotos PúblicasCrédito: Reprodução/Fotos Públicas

Os paraenses foram os que mais se divorciaram entre todos os estados do Brasil em 2021. Segundo informações do Metrópoles com base nos dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), para cada 100 casamentos registrados em cartórios no Pará, cerca de 36 casais optaram pelo divórcio. 

Além disso, a média de divórcios no estado é quatro vezes maior que a nacional, que é de nove a cada 100 matrimônios. 

Ainda de acordo com o Metrópoles, os casamentos apresentaram crescimentos, mas não conseguiram recuperar o declínio comparado no primeiro ano da pandemia. 

Uso de máscaras em locais fechados deixa de ser obrigatório em Santarém

 

Uso de máscaras em locais fechados deixa de ser obrigatório em Santarém - Crédito: Reprodução/Redes SociaisCrédito: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito Nélio Aguiar assinou nesta terça-feira, 5, o decreto nº 463/2022 que flexibiliza (desobriga) o uso de máscaras em ambientes fechados em Santarém. As exceções são os serviços de saúde, o transporte público, além dos locais de embarque e desembarque.

A medida é justificada no decreto pelo aumento no número de vacinação e pela queda dos números de óbitos e contaminações por covid-19 no município.

A decisão vale para eventos, festas, shows, casas noturnas, boates, cinemas, teatros, clubes, bares e restaurantes. No entanto, o uso continua obrigatório, independentemente da posição da administração do local, em:

- Estabelecimento de saúde;

- Transporte público;

- Transporte escolar;

- Transporte por aplicativo, táxis e similares.

Os estabelecimentos comerciais ficam autorizados a funcionar respeitando os protocolos de combate a disseminação do novo coronavírus. Deverão também protocolizar pedido de autorização por cada dia de evento junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), sem nenhum custo, com prazo de antecedência de 5 dias.

O descumprimento das regras do decreto é passível de multa que varia de R$ 150 para pessoas físicas e R$ 50 mil para pessoas jurídicas.

Exceções

O uso de máscaras faciais permanece obrigatório para pessoas com sintomas respiratórios, tanto em ambientes abertos, quanto fechados.

O documento estipula também o uso obrigatório em todos os serviços de saúde da cidade, como: unidades de saúde, hospitais, farmácias, clínicas, consultórios e laboratórios.